Administração Pública
Coordenador: Prof. Dr. Alessandro Soares da Silva
Coordenador Adjunto: Prof. Dr. José Carlos Vaz
Temas e Líderes:
A gestão em saúde abarca iniciativas nos setores público e privado. Esse tema considera políticas de saúde, e também iniciativas no âmbito organizacional, particularmente na esfera da prestação de serviços de saúde e na oferta de produtos de saúde (no contexto do denominado complexo industrial da saúde). Nesse sentido, os trabalhos abordam diversos elementos de gestão aplicados ao setor de saúde, considerados segundo diferentes aspectos de análise, tais como as dimensões econômica, social e tecnológica.
A gestão das organizações públicas é o objeto central deste tema, tanto do ponto de vista teórico quanto empírico. Entram neste campo os estudos sobre recursos humanos em organizações públicas, desenho organizacional, arranjos institucionais para a produção de serviços. Também abarca trabalhos sobre capacidades institucionais e de governo e trabalhos sobre abordagens, métodos e casos sobre planejamento estratégico em organizações públicas.
Neste tema, acolhem-se trabalhos sobre gestão social e organizações do Terceiro Setor, incluindo: modelos de gestão, redes das organizações da sociedade civil, ética no terceiro setor, o papel do terceiro setor nas políticas de ESG e de sustentabilidade, bem como no enfrentamento às desigualdades e preconceitos. As relações entre organizações e o desenvolvimento social são de interesse do tema, em assuntos como avaliação de projetos sociais, negócios de impacto social ou ambiental e as relações intersetoriais (Estado, setor privado e organizações do terceiro setor). Também são estimulados artigos que articulam temas dos Estudos Organizacionais em organizações do Terceiro Setor incluindo gestão de pessoas, diversidade, voluntariado, negociação, comunicação, etc.
O tema acolhe estudos teóricos e análises empíricas no campo da gestão de recursos públicos, do ponto de vista econômico, financeiro e orçamentário. O foco desejado é a otimização do uso dos recursos, a partir da perspectiva de que este objetivo permanente da Administração Pública pode ser atingido por meio de múltiplas estratégias, que vão desde a melhoria de processos até a inovação na gestão financeira e orçamentária.
A Administração Pública brasileira enfrenta demandas e dilemas em termos de governança, transparência, accountability e participação social nos processos decisórios. Em uma sociedade complexa, o Estado cada vez mais precisa relacionar-se com organizações da sociedade civil e com os cidadãos. Neste tema serão aceitos trabalhos que abordem esta relação do ponto de vista da Administração Pública, versando sobre os impactos das práticas e experiências e as dinâmicas sociopolíticas estabelecidas entre os atores envolvidos.
Esse tema dedica-se a investigações e trabalhos dedicados aos processos de governança e governação desde uma perspectiva interdisciplinar, que contemple aspectos correlacionados ao controle social, participação e interação dos múltiplos atores envolvidos em problemas públicos que formam a agenda governamental. Nesse sentido, a ação pública construída a partir da relação entre os múltiplos atores da sociedade civil e o Estado são considerados estratégicos para a própria modernização da Administração Pública e fortalecimento da participação cidadã no enfrentamento das questões sociais.
A questão da memória para a Administração Pública é fundamental, uma vez que ela permite a construção política da ação pública no tempo. Passado, presente e futuro se articulam de modo a permitir o planejamento e a intervenção para resolução das múltiplas questões sociais que afetam grupos minoritários ou minorizados, bem como parcelas da população vitimadas pelas desigualdades. As demandas de movimentos sociais apresentados ao Estado exigem da Administração Pública uma ação humanizada, capaz de reconhecer a diversidade que dá forma à sociedade. Tal diversidade se expressa historicamente na vida das cidades, das comunidades e nos modelos de gestão governamental que precisam estar em sintonia com a garantia dos Direitos que, em última análise, é o que dá sentido à própria Administração Pública.
O tema compreende trabalhos baseados no diálogo entre teoria e prática e que trazem experiências de gestão e inovação em políticas públicas e prestação de serviços. O foco são estudos que contemplem experiências de políticas que, por exemplo, influenciam a vida dos cidadãos; resultam em utilização de recursos de maneira responsável; incorporam novas tecnologias; representam mudanças na sociedade em relação a práticas anteriores; ampliam o diálogo entre a sociedade e a Administração Pública.
As questões ambientais e territoriais são um desafio para a administração pública contemporânea. Ela exige formas de governança que exigem olhares interdisciplinares, intersetoriais conectados com um modelo de ação pública que reconhece os múltiplos atores e os múltiplos centros de decisão. Na contemporaneidade não há mais espaço para perspectivas de ação governamental que relegam a natureza a um plano secundário, pois o avanço das mudanças climáticas produzem efeitos não apenas nos diferentes biomas. elas afetam a saúde, a economia, a conservação ambiental e a capacidade de existir e viver no planeta hoje e no futuro. Neste tema, portanto, estamos aberto para as diferentes discussões que perpassam aspectos administrativos, de gestão, de organização e planejamento da governança, mas também as relações entres entes da federação, entre estado, sociedade civil e movimentos sociais e forças de enfrentamentos planetários das consequências dos usos dos recursos naturais. A relação homem-sociedade-natureza é um dos aspectos fundamentais da geração de uma cultura ambiental que afeta a qualquer pessoa que esteja na administração pública e que esteja comprometida na construção de um mundo mais justo socialmente. Justiça social não é possível sem que incorporemos a justiça ambiental e a repensemos as tramas do poder.

