Agribusiness

Coordenadora: Dra. Maria Sylvia Saes

FEA-USP

Coordenadora Adjunto: Dra. Silvia Morales de Queiroz Caleman

UFMS

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Temas e Líderes:

Os artigos podem tratar das especificidades e os desafios de governança em organizações do agronegócio brasileiro e destacar a sua complexidade em decorrência da heterogeneidade de empresas atuantes nesse setor. O agronegócio no Brasil representa aproximadamente 22% do PIB brasileiro (CEPEA). As suas cadeias produtivas são formadas por uma variedade de organizações, desde grandes corporações multinacionais das indústrias de agroquímicos, processamento e distribuição de alimentos, energias e fibras, até empresas ligadas à produção rural, formadas por organizações cooperativas e empresas familiares de distintos portes. Entre os desafios de Governança destaca-se também o alinhamento de interesses inter e intra-geracionais em empresas de controle familiar e, como decorrência, a evolução do processo sucessório no controle destas organizações.

Dr. Cláudio Antônio Pinheiro Machado Filho (FEA-USP)

Cooperativas são sociedades de pessoas que de forma conjunta, buscam executar ações que seriam custosas de se executar individualmente. Estas organizações possuem forma e natureza jurídica própria que, entre outras características, envolve adesão voluntária, inacessibilidade de quotas-partes do capital a terceiros, singularidade do voto e retorno das sobras líquidas do exercício proporcional às operações realizadas pelos sócios. Pesquisas que envolvam a temática de cooperativas abrangem um amplo espectro de possibilidades, entre outros, identidade cooperativista, aspectos jurídicos, educação cooperativista, governança em cooperativas, gestão social de cooperativa, inovação e desempenho, estratégia, finanças, organização do quadro social, inter-cooperação e análise do seu impacto social, econômico e ambiental.

Dr. José Roberto Pereira (UFLA)

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Os artigos poderão tratar da inserção de agentes econômicos de países em desenvolvimento em cadeias globais de valor. Neste sentido as relações entre buyer-suppliers são relevantes e os mecanismos de coordenação destas relações. Além disso, em cadeias globais de valor é essencial os conceitos de governança e upgrading. A governança exercida por compradores (buyer-driven) ou produtores (producer driven) para induzir o comportamento dos agentes econômicos que atuam na cadeia de valor, bem como o upgrading (também entendido como inovação) induzido por meio de certificados e padrões, incluindo padrões e certificados sustentáveis.

Dra. Roberta de Castro Souza Pião (POLI-USP)

Dra. Vivian Lara dos Santos Silva Rossignolo (FZEA-USP)

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Os artigos poderão tratar de diversos aspectos relacionados à tecnologia e inovação na agricultura: impacto de novas tecnologias (4.0, IoT etc) na gestão e produtividade agrícola; adoção de novas tecnologias sustentáveis na agricultura (agricultura de baixo carbono, agricultura de recuperação etc); políticas de incentivo a adoção de tecnologias no meio rural (crédito; taxação); redes de pesquisa e inovação na agricultura; e sistemas de difusão tecnológica na agricultura (cooperativas, agências públicas, empresas de insumos etc.).

Dr. Bruno Benzaquen Perosa (UFU)

Dra. Marilia Bonzanini Bossle (IFRS)

Debates sobre a sustentabilidade nos sistemas agroindustriais são amplos e envolvem um esforço criativo contínuo. Nesse sentido, a descrição da seção não deve ser entendida como um limitador para a proposição de artigos com abordagens inovadoras para o tema. Os artigos discutirão tópicos relacionados ao desenho de cadeias de valor ou redes sustentáveis – por exemplo, baseadas nos princípios da economia circular – e estratégias voltadas à resolução de desafios ambientais ou sociais. Possíveis temas a serem discutidos incluem a redução do desperdício de alimentos e a mitigação das emissões de carbono. Outra possibilidade é a discussão dos fundamentos para a criação de valor derivado da adoção de estratégias baseadas na busca pela sustentabilidade. Finalmente, os textos poderão discutir o processo de emergência e consolidação de sistemas alternativos de produção e distribuição de alimentos.

Dr. Bruno Varella Miranda (INSPER )

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Os artigos devem abordar temas relacionados a estratégia e competitividade, no contexto das cadeias agroindustriais. Serão aceitos artigos que tratam da problemática da competitividade e desempenho sob as lentes das teorias da estratégia - posicionamento, teoria dos recursos, capacidades dinâmicas, custos de transação. Também se enquadram os estudos que remetem à competitividade sob a ótica das abordagens sistêmica e relacional, rede de cooperação e alianças estratégicas que analisam relações de interdependência entre os agentes, assim como estratégias de marketing. Também estão dentro desse tópico estudos que discutem as implicações dos aspectos macro institucionais nas cadeias agroindustriais.

Dr. Jose Paulo de Souza (UEM)

Dra. Nadia Kassouf Pizzinatto (UNIMEP)

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Os artigos poderão tratar de diversos aspectos relativos à gestão de risco e comercialização nas diferentes cadeias agroindustriais, incluindo os seguintes tópicos: previsão, transmissão e volatilidade de preços; instrumentos de gestão de risco de preço; instrumentos de gestão de risco de produção; risco e resiliência; economia comportamental e experimental nas decisões de gestão de risco e comercialização; estrutura de mercado e comportamento dos preços; desenho de políticas relativas à gestão de risco e comercialização.

Dr. Rodrigo Lanna Franco da Silveira (UNICAMP)

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Os artigos poderão tratar de diversos aspectos relacionados à gestão pública na agricultura: desenho e avaliação de políticas (crédito, comercialização, preços, assistência técnica, tecnologia, segurança alimentar, segurança dos alimentos, relações de trabalho, legislação ambiental, etc.) que afetam a agricultura; o papel da gestão pública nas transformações da agricultura; avaliação de novas concepções de política e de gestão; e impactos na eficiência, competitividade e sustentabilidade.

Dr. Hildo Meirelles de Souza Filho (UFSCAR)

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A pandemia de Covid-19 tem um impacto significativo nas transações e na oferta das cadeias de alimentos. Além do grave problema de oferta de alimentos, a pandemia também coloca em evidência a segurança do alimento, em termos de risco à saúde. A pandemia chama também atenção para os desequilíbrios ambientais, já que há crescente evidências de mudanças ambientais têm papel importante para o surgimento de doenças infecciosas. No âmbito das organizações, levanta questões sobre a forma como os agentes produtivos das cadeias de alimentos se organizam, se coordenam e se relacionam com o mercado. No âmbito das instituições, há o desafio de quais regulações terão que ser pensadas para dar conta das ancertezas pós-pandemia. Sem dúvida, oportunidades surgem e devem ser aproveitadas. Pensar nelas é o papel dos pesquisadores. Os artigos encaminhados para esse tema podem abranger todas as temáticas da área de Agribusiness, mas com o foco na pandemia.

Dra. Silvia Morales de Queiroz Caleman (UFMS)

Dra. Maria Sylvia Macchione Saes (FEA-USP)