Projeto de Impacto Confirmados

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO E ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL (OSC) NO CONTEXTO DA AGENDA 2030

O projeto visa oferecer argumentos que venham a servir de subsídio às ações de incidência direta de OSC brasileiras junto aos principais Fóruns, Organizações Internacionais e países doadores no que se refere aos programas de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (CID) com o Brasil, no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e da Agenda2030. Espera-se que, munidos dos principais conceitos e informações sobre a cooperação internacional para o desenvolvimento em geral e com o Brasil, as OSC possam passar a incidir diretamente nestes espaços, atuação que ainda quase inexiste ou ocorre de maneira muito tímida, normalmente a partir do incentivo de alguma OSC parceira do Norte. A partir deste estudo, as OSC poderão planejar suas ações de advocacy nos espaços da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento tanto no que diz respeito ao fortalecimento da cooperação com as OSC brasileiras, quanto posicionando-se de maneira autônoma sobre a Agenda 2030, acompanhando sua implementação e incidindo sobre seus rumos.

Instituições Financiadoras: Redes de OSC (Associação Brasileira de ONGs – Abong) e Processo de Articulação e Diálogo Internacional (PAD)

Dra. Maria Elisa Huber Pessina

Doutorado pelo Núcleo de Pós Graduação em Administração (NPGA) da Universidade Federal da Bahia -UFBA (2018), onde pesquisou sobre a Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi), particularmente o Programa Purchase from Africans for Africa (PAA Africa). Realizou Estágio Doutoral na University of Queensland (UQ), Austrália (2017), sob orientação da profa. Dra. Heloise Weber, como parte do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior / Capes. Mestre em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde pesquisou sobre as mudanças no Sistema Internacional de Cooperação para o Desenvolvimento (SICD) após a década de 1990. É autora do livro ” O não governamental na Cooperação Internacional para o Desenvolvimento após 1990: entre as circunstâncias e as peculiaridades do caso alemão” EDUFBA, 2017. Possui graduação em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), um ano cursado em intercâmbio na Universität Passau – Alemanha. É pesquisadora do Laboratório de Análise Política Mundial (LABMUNDO/ Antena Salvador – www.labmundo.org). Atualmente, é pós doutoranda no Programa de pós graduação em Administração da Universidade Salvador (PPGA/Unifacs), onde é também professora colaboradora e editora Adjunta da revista Gestão & Planejamento. Pesquisa temas relacionados a: Programas de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (CID); Cooperação internacional Norte-Sul e Sul-Sul; Organizações internacionais governamentais, multilaterais e não-governamentais; agendas internacionais de Desenvolvimento e interfaces com o desenvolvimento local; Relação Estado x Sociedade Civil; Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar; Internacionalização de empresas. É líder do Tema 14 da divisão acadêmica de Administração Pública do Enanpad, intitulado: Estado, Governança Global e Organizações Supranacionais: gestão e políticas públicas no plano internacional.

Apresentação: dia 25/11 de 13h00 às 14h30

EMPREENDEDORISMO DE IMPACTO SOCIAL A PARTIR DAS INDÚSTRIAS CULTURAIS E CRIATIVAS (EISICC)

As distintas condições sociais e ambientais existentes no Brasil demandam modelos inovadores de negócios de impacto que sejam viáveis e possibilitem erradicação da pobreza e redução das desigualdades, como apontam dois dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização (ODS) das Nações Unidas, além de promover a prosperidade e o bem-estar para todos. Nesse sentido, este projeto, financiado pela Agência USP de Inovação e Banco Santander, vem desenvolvendo e estimulando atitudes empreendedoras, no escopo das indústrias culturais e criativas (ICCs), para indivíduos que vivem em processo de exclusão social, principalmente por fatores socioeconômicos, que residam ou atuem em coletivos formalizados ou não localizados nas proximidades dos campi USP Butantã e Leste da capital. Os resultados parciais, considerando que o projeto está em andamento, mostram um movimento duplo, o da universidade quebrando a barreira epistemológica em relação à comunidade, aprendendo e se transformando com ela, e a segunda se apropriando do conhecimento que muitas vezes é produzido sobre suas realidades, mas que não têm acesso ao conhecimento gerado.

Instituições Financiadoras: USP (Pró-Reitorias de Graduação, de Pós-Graduação, de Pesquisa, de Cultura e Extensão Universitária; Agência USP de Inovação); Banco Santander Empreendedorismo Social

Dra. Jane Aparecida Marques

Atualmente é Professora Livre Docente na área de Comunicação e Marketing na Universidade de São Paulo. Possui graduação em Português pela Universidade de São Paulo (1994), especialização em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, mestrado (2003) e doutorado (2008) em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. Atual coordenadora do curso de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo e atua também no Mestrado Profissional em Empreendedorismo, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e no curso de graduação em Marketing da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, todos da Universidade de São Paulo. Coordenadora do Grupo de Pesquisa América Latina, Cultura, Mídia e Tecnologias Digitais da Intercom. Líder do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Inovação e Criatividade. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Mercadologia, atuando principalmente nos seguintes temas: pesquisas de recepção e consumo, novas mídias, novas gerações, marketing cultural, mercado de arte, inovação, indústrias culturais criativas, criatividade, empreendedorismo e empreendedorismo de impacto.

Apresentação: dia 25/11 de 13h00 às 14h30

PROJETO MADE IN SÃO JOSÉ

Situado na região metropolitana de Florianópolis, o município de São José (SJ) é considerado o maior exportador da região metropolitana da Capital de Santa Catarina (PSJ, 2019). Possui uma localização geográfica estratégica que proporciona facilidades à internacionalização das atividades econômicas na cidade. O governo municipal tem como meta desenvolver um programa de fomento à internacionalização das atividades econômicas do município de São José, com vistas à consolidação da cidade como um polo de atividade econômica internacional. Em 2018, o município decidiu realizar um diagnóstico das atividades das empresas locais e suas potencialidades, de forma a levar a cabo uma política de incentivo à internacionalização. Com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e o Município de São José, foi desenvolvido, pelo Mestrado Profissional em Gestão, Internacionalização e Logística (PMPGIL) da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), o Projeto Made In São José. O Projeto teve como objetivo realizar um diagnóstico das empresas, das atividades econômicas e da percepção dos empresários quanto às iniciativas do município de São José relacionadas à internacionalização.

Instituições Financiadoras: Prefeitura de São José e SEBRAE

Dra. Dinorá Floriani

Possui graduação em Administração com hab. em Comércio Exterior pela Universidade do Vale do Itajaí (1997), mestrado em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002) e doutorado em Administração pela Universidade de São Paulo (2010). Atualmente é professora titular da Universidade do Vale do Itajaí. Tem experiência na área Comércio Exterior com importação e exportação, atuando com os seguintes temas: estratégia de internacionalização, internacionalização de PME’s, exportação e importação.

Apresentação: dia 26/11 de 13h00 às 14h30

REURBR® PROMOVE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO COM INCLUSÃO SOCIAL

O crescimento populacional da área urbana e a concentração populacional nos grandes centros, aliados com a falta de planejamento e ausência de políticas habitacionais, contribuíram para a elevação de ocupações irregulares, com milhares de pessoas morando em favelas, cortiços, invasões de áreas particulares, públicas e de preservação permanente (Almeida, Antunes e Brandalize, 2011; Vanin & Hermany, 2017; Santin & Comiran, 2018). Desta maneira, foi realizado o mapeamento dos procedimentos da regularização fundiária dividindo-o em doze etapas. A partir desse mapeamento foi desenvolvido um programa denominado REURBR® que integra três produtos tecnológicos (gestão inteligente, aplicativo APP e plataforma digital). O REURBR® foi desenvolvido com o apoio do Instituto Fucape de Tecnologias Sociais, por meio do InspiraES, e com o patrocínio do SICOOB.

Instituições Financiadoras: Instituto FUCAPE e SICOOB Participação Especial: Bento Venturin – Sicoob

Dr. Aridelmo José C. Teixeira

Aridelmo Teixeira concluiu o Doutorado em Controladoria e Contabilidade pela USP (2002). Fundador da FUCAPE Business School (2000). Atualmente é professor da FUCAPE Business School. Presidente Institucional da ONG – Espírito Santo em Ação. Coordenador do Comitê de Desenvolvimento do Capital Humano da ONG – Espírito Santo em Ação. Publicou vários artigos em periódicos Qualis/Capes. Participou do desenvolvimento de 60 produtos tecnológicos. Orientou 58 dissertações de mestrado e diversas monografias na área de Administração e Contabilidade. Atualmente, coordena 6 projetos de pesquisa e participa de outros 4 projetos nas áreas de Contabilidade e Gestão de entidades públicas e privadas. É membro da Delegação Brasileira do ISAR /UNCTAD (Intergovernmental Working Group of Experts on International Standards of Accounting and Reporting / United Nations Conference for trade and Development). Coordenador Adjunto da Área de Administração, Contabilidade e Turismo da CAPES. Atuou como Membro da Comissão de Assessoramento na área de Ciências Sociais Aplicadas na Fundação de Amparo a Pesquisa no Espírito Santo (FAPES). Membro do Comitê Estadual Integrado de Educação Profissional (Cointec). Coordenou Projeto de Pesquisa financiado pelo Edital Universal 2011 da Fundação de Amparo a Pesquisa no Espírito Santo (FAPES). Atua como Avaliador Ad hoc de artigos científicos de várias Revistas e Congressos no Brasil. Os principais temas de pesquisa são contabilidade gerencial estratégica, avaliação de ativos, qualidade dos lucros, accruals, IFRSs, CPC´s e IPSAS.

Apresentação: dia 26/11 de 13h00 às 14h30

FATORES DETERMINANTES DA LICENÇA SOCIAL PARA OPERAR E MÉTRICA DE AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ACEITAÇÃO SOCIAL POR PARTE DAS COMUNIDADES LOCAIS

Em 2017, o grupo de pesquisa em Licença Social para Operar (LSO) no setor de mineração, do Programa de Pós-Graduação em Administração do Centro Universitário FEI, ganhou o Edital Vale de Pesquisa em Inovação. O projeto com duração de 4 anos foca na discussão teórica e prática de modelos da LSO. Tragédias recentes ocorridas no setor de mineração, associadas ao rompimento de barragens, desafiam o discurso e prática da LSO em contextos de vulnerabilidade social. A assimetria de poder entre empresas e a comunidade, associada a forte dependência econômica dos territórios, favorecem um processo em que empresas garantam a aceitação do projeto de mineração ao mesmo tempo em os riscos ambientais e sociais para a comunidade são encobertos. Frente a este cenário, esta pesquisa parte do pressuposto que é necessário aprimorar os modelos de LSO, especialmente nos países em desenvolvimento. Para tanto, é necessário a aplicação de instrumentos que promovam a redução de impactos negativos e que maximizem seus benefícios à comunidade. Além disso, é fundamental desenvolver um modelo de mensuração de fatores críticos da aceitação social para avaliar a LSO em contextos de vulnerabilidade.

Instituição Financiadora: Vale S.A.

Dr. Jacques Demájorovic

Graduado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1986), mestre em Administração Pública e Governo pela Fundação Getúlio Vargas – SP (1994) e doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (2000). Professor do Programa de Pós-Graduação em Administração do Centro Universitário FEI. Atua desde 1990 na área ambiental desenvolvendo projetos nas áreas de resíduos sólidos, ecoeficiência, planejamento e gestão ambiental. Suas linhas de pesquisa incluem projetos sobre logística reversa, educação e inovação para sustentabilidade, turismo e sustentabilidade e licença social para operar. É autor dos seguintes livros: sociedade de risco e responsabilidade socioambiental: perspectivas para a educação corporativa, Modelos e ferramentas de gestão ambiental: desafios e perspectivas para as organizações, Coleta seletiva com inclusão social e Cadeia de reciclagem; um olhar para os catadores. Em 2012, foi vencedor do Prêmio Santander Práticas de Educação para Sustentabilidade pela inserção da sustentabilidade nos cursos de graduação em Administração. Em 2014, foi contemplado com a Bolsa de Pesquisa Santander Universidades para realização de Pós-doutorado na Universidade de Alicante. É professor colaborador do Programa de Ciências Ambientais/IEE/USP e foi editor científico da Revista de Gestão Social e Ambiental – RGSA @019-2019) classificada como B1 no sistema Qualis. Atualmente coordena dois grupos de pesquisa no CNPQ, sendo um dedicado à Logística reversa e o outro à Licença social para operar no setor de mineração. Em 2016, teve projeto de pesquisa aprovado no Edital Vale para desenvolvimento da pesquisa “Fatores determinantes da licença para operar e métrica de avaliação do nível de aceitação social por parte das comunidades locais” com duração de 4 anos.

Apresentação: dia 27/11 de 13h00 às 14h30

PARTICIPACT – TECNOLOGIAS INOVADORAS NA GESTÃO PARTICIPATIVA DA CIDADE INTELIGENTE

No Brasil e no mundo são produzidos diariamente um volume crescente de resíduos sólidos, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – Abrelpe (2017), em 2016 o Brasil gerou 78,4 milhões de toneladas de lixo urbano, cujo volume e destinação inadequada levam a problemas de ordem econômica, social e ambiental. Os espaços de descarte em geral localizam-se em regiões marginalizadas, o custo de manutenção é elevado, com o agravante de que o tratamento inadequado gera grandes danos ambientais como a contaminação do solo e dos lençóis freáticos. O ParticipACT tem como objetivo promover a gestão eficiente e participativa das cidades inteligentes e sustentáveis com o apoio das TIC, em especial o crowdsensing, dispondo para isso de um portal na internet e um aplicativo já utilizados em várias cidades do país. Por meio do presente projeto busca-se estender a atuação do ParticipACT para a área dos resíduos sólidos urbanos apoiando cidadãos, organizações públicas e privadas a exercer a responsabilidade compartilhada pelos resíduos sólidos em Florianópolis por meio de técnicas e conceitos da economia circular com o auxílio de soluções tecnológicas.

Instituições Financiadoras: Empresas Bry Tecnologia, Neoway, Softplan, além de Capes e Fapesc

Dr. Carlos Roberto de Rolt

Possui graduação em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina (1983), graduação em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina (1984), especialização em Administração Pública pela Universidade do Estado de Santa Catarina (1986), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (1996) e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999). Atuou como analista de sistemas e suporte da Telesc S. A. e Codesc S. A. Participou da construção e desenvolvimento de um centro de pesquisas cientificas e desenvolvimento tecnológico – CERTI onde assumiu os cargos de superintendente industrial e administrativo, gerenciando uma incubadora de empresas. Empreendeu duas empresas de base tecnológica, a Directa Automação LTDA, onde desenvolveu software e hardware para sistemas de execução da manufatura, controle de qualidade e comando numérico distribuído, e a BRy S. A. – onde atuou no desenvolvimento de plataformas criptográficas para a segurança do documento eletrônico em aplicações computacionais. Na administração pública foi Secretário da Receita do Município de Florianópolis (2006) a Secretaria de Governo (2009) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável do Município de Florianópolis (2012). É professor associado da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), coordenador do LabGES – Laboratório de Tecnologias de Gestão do CCA-UDESC onde atua em pesquisas nas áreas de tecnologias de gestão de empresas em redes dinâmicas, protocolização digital, segurança da informação, documentos eletrônicos, assinatura digital e infraestrutura de chaves públicas. Em 2013 coordenou o desenvolvimento de um modelo de gestão para cluster de inovação nas áreas de nanotecnologia no polo tecnológico de Florianópolis. Realizou o posdoc em 2014 na UNIBO – Universidade di Bologna em um projeto que objetiva desenvolver os aspectos organizacionais e de segurança da informação em comunidades virtuais de sistemas WBAN e-health e mobile crowdsensing na gestão cooperada e participativa de cidades inteligentes.

Apresentação: dia 27/11 de 13h00 às 14h30